quinta-feira, 12 de novembro de 2009

IAT LANÇA PROGRAMA-PILOTO DA TV ANÍSIO TEIXEIRA

Com o objetivo de promover a troca de experiências entre emissoras de televisão e instituições que utilizam o audiovisual como suporte para projetos pedagógicos e/ou educacionais, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), através do Instituto Anísio Teixeira (IAT), em parceria com a Secretaria de Educação à Distância (SEED), por meio da TV Escola, promove nos próximos dias 16 e 17 de novembro, no Teatro do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB), o I Encontro Nacional Educação + Televisão. Na ocasião, será lançado o programa-piloto Almanaque Viramundo, desenvolvido pela TV Anísio Teixeira, um projeto estético-pedagógico do IAT.

Além de minicursos, grupos de trabalho e painéis apresentados por programas televisivos e instituições sociais que possuem experiência na área, os educadores inscritos no encontro deverão participar de palestras baseadas em princípios da arte-educação, da educomunicação, do uso de tecnologias educacionais e da modalidade educação à distância, que serão ministradas por especialistas. As discussões realizadas nos grupos de trabalho serão sobre temas relacionados à comunicação, política, cidadania, televisão e cultura no Brasil.

De acordo com a coordenadora geral do encontro, Ana Cláudia Cavalcante, a ocasião é uma oportunidade para que haja interação entre profissionais das áreas da educação e da comunicação. “O evento é uma troca de conhecimentos entre representantes dos segmentos para discutir e promover o intercâmbio de informações sobre esses eixos e diretrizes”, afirma a coordenadora.

TV Anísio Teixeira - Um projeto que objetiva provocar, em sua audiência, uma reflexão crítica e ética dos meios de comunicação e fazer com que os educadores possam ter uma visão mais ampliada e analítica de produções audiovisuais.

A grade de programação é fundamentada nos princípios da arte-educação. A ideia é produzir programas, pautados na necessidade da comunidade escolar, que colaborem para a formação inicial e continuada dos educadores e funcionem como instrumento para a expressão da diversidade artístico-cultural do Estado.


Publicado originalmente em:

terça-feira, 10 de novembro de 2009

GINCANA COM CONHECIMENTO

Educadores da TV Anísio Teixeira e do Colégio Central.A Gincana do Conhecimento é uma atividade recreativa e educativa que visa desenvolver habilidades e estimular a busca por novos conhecimentos nos alunos (membros das equipes) do Ensino Médio das escolas públicas do Estado da Bahia. As tarefas têm caráter cultural, social e pedagógico, privilegiando a realidade sociocultural de onde a unidade escolar está inserida.

Alunos das Equipes Amarela, Verde e Vermelha.Desta forma, além de entreter, através de atividades lúdicas, a gincana incentiva os estudantes a estarem mais comprometidos com a sua vida escolar, promovendo uma integração entre o lazer e a educação. As questões que fazem parte do jogo se relacionam com os conteúdos curriculares e os temas transversais.

Aluno participando ao vivo.Este projeto, parceria entre a Rádio Sociedade e a Secretaria da Educação/IAT, tem como consultores pedagógicos os educadores da Rede Anísio Teixeira. Já participaram do evento a Escola de Aplicação, a Escola Parque – Classe IV e o Colégio Central.

O comunicador Expedito Magrini.É importante ressaltar que a Gincana do Conhecimento é uma atividade que está a serviço do processo ensino-aprendizagem, não devendo haver mal entendidos no que se refere a essa peculiaridade. Isto quer dizer que, nesse evento, o caráter pedagógico nunca poderá ser encarado apenas como um pretexto para a realização de atividades recreativas, dentro das unidades escolares.

Texto adaptado pela professora Cláudia Pessoa. As fotos foram originalmente publicadas no site da Rádio Sociedade http://www.radiosociedadeam.com.br/capa/foto.aspx?gid=39638

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AVISO DE LICITAÇÃO

TV Anísio Teixeira.DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO
Salvador, Bahia · Terça-feira
29 de setembro de 2009
Ano · XCIV · No 20.094


Pregão Eletrônico nº. 016/2009, Abertura: 09/10/2009, às 09h30 (Horário de Brasília) Órgão Interessado: SECRETARIA DA EDUCAÇÃO/IAT/DIRFE
Local: Site: http://www.comprasnet.ba.gov.br/ e/ou http://www.licitacoes-e.com.br/.

Objeto: Contratação de Empresa produtora de peças audiovisuais para compor a programação local da TV Anísio Teixeira
Família: 01.62

Os interessados poderão obter informações e/ou Edital e seus anexos, gratuitamente, na SEC, situada na 6ª Avenida nº 600, 1º andar Sala 102 - CAB, Salvador- Bahia, Telefax: (71) 3115-1320 ou pela Internet http://www.comprasnet.ba.gov.br/ e/ou http://www.licitacoes-e.com.br/.// Salvador, 28 de setembro de 2009.// Jorge Moacyr de Carvalho e Silva – Pregoeiro Oficial.

Publicado originalmente em: http://www.sec.ba.gov.br/iat/conteudo_2009/licitacao.html. Acesso em: 01/10/2009.

domingo, 20 de setembro de 2009

NAS ONDAS DO RÁDIO

Máquina de Democracia – Educação nas Ondas do Rádio (ouça o piloto).

Com base em determinações da portaria 9.004/2008 que institui o Programa de Difusão de Linguagens e Tecnologias da Comunicação Rede Anísio Teixeira, o Máquina de Democracia - Rádio (21/09/2009) é um programa jornalístico especializado em Educação, observando os princípios básicos da ética, isenção e credibilidade, ao vivo (com inserções previamente gravadas), diário, e voltado para atender as necessidades do nosso ouvinte-alvo: educadores da rede pública de ensino. O programa deve, ainda, envolver toda a comunidade escolar, pais, funcionários e alunos. Dessa forma, pode ser associado com a proposição GINCANA DO CONHECIMENTO, da rádio Sociedade, um espaço voltado para o estudante da rede, que deverá contar com a consultoria e supervisão da equipe de educadores que atuam na Rede Anísio Teixeira. A GINCANA consiste na aplicação de tarefas relacionadas com um projeto lúdico-pedagógico para estudantes do Ensino Médio. Nesses jogos, serão abordados conteúdos interdisciplinares.

[...]

O Máquina de Democracia – Rádio terá sua versão audiovisual (TV) e sua página no Portal da Educação do Estado da Bahia, de acordo com a proposta de convergência entre linguagens e tecnologias da comunicação, diretriz do Programa Rede Anísio Teixeira. A Rede foi construída para integrar os projetos da TV Anísio Teixeira, Portal da Educação, rádio web e publicações impressas, socializando informações e conhecimentos para a rede pública de ensino, constituindo-se numa poderosa ferramenta de Educação a Distância.

[...]

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

HOMO AUDIOVISUALIS

Foto: Peterson Azevedo.Para muitos, eram só simples objetos espalhados pela calçada. Não estava nem chovendo ainda, mas o vendedor se antecipava às nuvens, vislumbrando uns trocados, na esperança que o tempo mudasse. Só então notariam seus artigos. Antes disso, porém, alguém parou. Mesmo sem chuva, parou e olhou. Olhou e enquadrou, revelando o que muitos não viam.

Foto: Peterson Azevedo.Tem sido assim: de "arbusto espinhoso" para "homo audiovisualis", geração III - a que consome, compreende e produz imagens -, nosso colega corrobora a teoria do Darwin. For your information - e sem nenhuma intenção, pelo menos explícita -, "arbusto espinhoso" é o significado de "azevedo" (rs...).

Abração, meu amigo!



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A ROSA

Claudia Pessoa. Foto: Cristiane Britto.
Fazia muito tempo que eu não esbarrava pelas cenas da vida com alguém tão visceral e sensível. Franzina e de sorriso largo ela carrega em seus sapatinhos de onça toda delicadeza e criatividade que a arte de documentar precisa. Filmar? Não!!! Definitivamente, este não é o seu papel social. Longe disso. Ana cria, sensibiliza e move cérebros. Muito mais do que possibilitar experimentações, suas aulas serviram como motivações de vida. Inquieta em si mesma, convidou-nos a sonhar junto com ela.

Ana Rosa e Arnold Ridel, na gravação do Bahia Assim para a TV Anísio Teixeira.Ousada, provocante em suas construções nos convidou a seguir, mesmo sem sabermos quais eram os caminhos e onde chegaríamos. E percebam que nem chegamos ainda. Até o dia que seu sorriso brilhante transformou-se em lágrimas desconcertantes. Era a vida destruindo nosso pedaço de sonho. Era a realidade crua, nua e pobre que nos oprimia como oprimia aquela comunidade em que a moça trabalhava. Não podíamos sentir sua dor, mas sentimos todas as outras dores que, outras vezes, também vivenciamos. Aqui, nesta sala, fomos cúmplices na dor. E seu sorriso teimava em sair, mesmo amarelado pela angústia da perda. Seguimos. Seguimos certos de que aquele era mesmo o nosso papel. Outras Macabéas surgiram nas esquinas que criamos. Novos olhares se abriram caminhando pelas ladeiras do Nordeste de Amaralina. Acho mesmo que aprender é um misto de sonhar e acreditar. Não, não ... perserverar com delicadeza. Reunir conteúdo, conhecimento e ampliar em saberes pautados pela arte. Nas vielas do subúrbio seu olhar distinto capturou imagens singulares e respeitáveis cenas mortas ganharam vida. Ana é assim, uma Rosa.



Claudia Pessoa
Educadora
P.S. As fotos são de Cristiane Britto e o vídeo (cru) de Geraldo Seara.


MAIS DE CLAUDIA:
Nós Marcianos
Economia da Música
Vamos botar nosso bloco na rua?
Lançamento do Piloto
Gravação Bahia Assim 3

terça-feira, 28 de julho de 2009

V SEMCINE

Lilia Rezende, Marcia Pereira, Marilu Dantas, Cristiane Britto, Geraldo Seara, Elzeni Bahia, Peterson Azevedo, Joalva Moraes, Claudia Pessoa, Marcia Barros, Lucia Marsal, Marcus Leone, Armando Castro, Dora Almeida, Nildson Veloso, Geize Gonçalves e Carlos Barros.Realizado no Teatro Castro Alves, de 27 de julho a 1º de agosto/2009, o V Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual trouxe a Salvador, para juntar-se aos talentos locais, grandes nomes ligados à literatura, às novas tecnologias, ao teatro, ao vídeo e ao cinema. Foram 6 dias de muita informação, muitas mostras de filmes e muitos debates.

As mesas redondas, num total de seis, foram pensadas para que as discussões fossem as mais amplas possíveis, mas, na prática, os atrasos e, por conta disso, o tempo destinado às manifestações da platéia, não foram tão ricas quanto poderiam ter sido.

Os temas das mesas foram os seguintes:

I - Godard: cinema e poesia;
II - Quando o cinema é arte;
III - O futuro do cinema;
IV - O oriente cinematográfico;
V - Pensar o cinema;
VI - A insustentável leveza dos muros, cinema e política.

Educadores da TV AT.

Por ser este o ano da França no Brasil, a primeira projeção foi a do filme Histórias do Cinema, seguida da primeira mesa, que discutiu sobre a genialidade de Godard,

que mesmo sendo o mais pessimista dos cineastas contemporâneos, revela-se como o maior guia para os futuros operários do que hoje chamamos de audiovisual. Cineasta ortodoxo, Jean-Luc Godard acredita na chegada messiânica de um novo modo de entender o mundo: a imagem como linguagem. Ainda moramos sob o poder de Gutemberg, não se cansa de repetir (...) .

Assim é que, segundo Walter Lima, o foco do seminário, seria o de reeducar o olhar e estimular a sensibilidade das pessoas para com a sétima arte.

Como educadores da TV Anísio Teixeira, mergulhamos naquele universo, ora aprendizes, ora críticos e ora alienígenas, ante um certo estranhamento diante de algumas das peças audiovisuais exibidas, além das performances que se sucediam ao vivo. Esse estranhamento, pode ter sido provocado tanto pela preferência estética do diretor, quanto pelas questões culturais, já que assistimos a produções de várias partes do planeta, incluindo as de Bollywood.

Confirmamos, que nosso aprendizado, ainda que sucinto, das oficinas das quais temos participado, como parte de nossa formação em audiovisual, tem nos dado ferramentas para análise fílmica, o que é bastante útil para nosso trabalho na TV AT.

As demais mesas seguiram abordando a arte, o cinema e seu futuro, de vários ângulos, além da política, sendo esta última bastante pensada, sobretudo ante a burocracia, embargos e coisas tais.

Sem dúvida, lucramos todos com este Semcine e ansiamos por outras oportunidades de ver o que pensam e como fazem cineastas e videomakers daqui e de outros mundos.



Geraldo Seara e Marcus Leone.

MAIS DE GERALDO:
Petnografia
Homo Audiovisualis
Inspirado pelo Bahia Assim
A quem interessar possa
Gravação de Anônimos: O sorriso de Seu Antônio (txt + vídeo)
Fé Cênica, making of (vídeo)
Curso de apresentação para tv (vídeo)
Pré-produção em Ilha de Maré (vídeo)
Participação no documentário OMNIBUS (vídeo)

MAIS DE MARCUS:
Das Campanhas Educativas
Pés livres
Não Afaste Quem Se Ama (vídeo premiado)
Documentário Omnibus - Universo em Movimento

terça-feira, 21 de julho de 2009

QUESTÃO DE ORDEM

Carlos Barros.
O que é uma sala de aula?

A questão, com sua aparência simples e até non sense revela um debate preciso (por que necessário) e impreciso (por que inconcluso).

A sala de aula nasce no contexto medieval como uma nova forma de agrupamento para o aprendizado, em contraste aos modelos das Academias Clássicas. No modelo clássico, em que a discussão e a dialética eram proeminentes, os discípulos estavam vinculados aos mestres por laços profundos de pedagogia (a arte/ciência de conduzir). As vidas estavam entrelaçadas pela filia e pela responsabilidade cotidiana do mestre de apontar caminhos para os efebos (normalmente do sexo masculino).

Na sala de aula, os docentes – ligados em maior ou menor grau ao clero – apresentam aos seus alunos (ainda rapazes) conhecimentos sobre o mundo, sobre a vida, sobre tudo, sem estarem imersos no contexto diário e total dos indivíduos a quem ensinam.

Desta sucessão entre Ágora e sala de aula, nasce a Escola Moderna no ocidente. Nela, um laboratório se constroi no sentido de fazer experimentar-se a vida através de saberes considerados necessários para o chamado “bem comum”.
Sem mergulhar na questão de validade da noção acima enunciada, o coletivo que se expressa neste comum espera da escola que ela possa preparar os indivíduos para a existência na “civilização”.
Escolar é civilizar.
Os tempos passam, as meninas podem estar na escola, o ocidente se esprai, o mundo muda e a escola passa a figurar como lócus do questionamento de si mesma.
A cultura prova que sua validade se põe em cheque quando não consegue responder ao civilizar local, à necessidade de experimentar com os indivíduos construções que se coloquem à disposição do agora, do aqui, do logo adiante. A escola e a sala de aula se colocam diante da premência de ampliação; seus limites se mostram restritos diante da lua, da nave, da fome e da miséria humanas.
A escola e a sala de aula são forçadas a sair das paredes e ganham os ares. O avião sobrevoa o espaço das ondas que buscam atingir o que a sala não contém: o voo dos indivíduos, as asas de gente que ganha corpo, mas não realiza o pretenso caráter “civilizador” da escola.

A escola busca na energia/matéria eletro-magnética do rádio e da TV chegar aos corações/mentes e fazer a “civilidade” – no seu mais prático sentido – se efetivar.

A escola na TV não é a TV da escola.

A escola na TV é uma possibilidade de estarmos recuperando a penetração de um instituto que se desinstituiu, se desfez, se relativizou tanto a ponto de perder-se na sua identidade perdida...
A escola na TV é uma possibilidade, uma potencialidade, pensada como portal de saberes.

Quem há de saber?

A escola na TV há de fazer saberes se construírem, como numa ampla sala de aula em que individualidades e sujeitos possam comunicar anseios e apreciar reflexivamente conteúdos em que valores destes próprios sujeitos estejam contidos?

À escola cabe ampliar e à escola cabe preservar.

À escola na TV cabe ampliar, preservar e difundir.

Santa Clara que nos valha.

Sabe mesmo o que são elétrons na tela e sujeitos em ação?

Uma sala de aula!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A REALIDADE E A FICÇÃO

Nildson B. Veloso. Foto: Peterson Azevedo.
Às vezes ficamos a pensar como uma determinada personagem pode ser tão maquiavélica dentro de uma obra ficcional. Será que ela se mostraria assim dentro de uma realidade? Difícil responder a isso. Pois, somos constituídos de diversas formas de pensares que sinceramente não me surpreenderia se alguns de nós tivessem atitudes que nos deixassem tontos naquele momento.

A obra de Nelson Rodrigues já foi acusada de nos mostrar uma realidade grotesca e exagerada do ser humano. Se considerarmos que a arte imita a vida, logo veríamos o quão somos torpes e cruéis dentro de alguns universos dramatúrgicos. Logo então nos indignamos com nós mesmos. Como eu seria capaz de cometer esse ou aquele ato com o meu próximo?! Exclamariam alguns. Será que a ficção tem o direito de expor as nossas mazelas?

A ficção para alguns foi criada para nos transportar da nossa realidade, para que possamos sonhar com as utopias. Para outros não, a ficção existe para que possamos refletir as nossas vidas e os nossos atos e tentar de alguma maneira melhora-los ao reconhecê-los.

O fato é que estas formas existem para que nós as vivenciemos conforme as nossas histórias de vida e convicções. Portanto, a ficção cumpre o seu papel quando nos faz pensar de alguma maneira naquilo que estamos prestando atenção. Ela nos prende sempre, mesmo que no primeiro momento pareça menos interessante para nós. Ela sempre levará alguma vantagem em relação à realidade, pois, poderemos nos desligar da ficção a qualquer momento, enquanto que a realidade dura, cruel, boa, feliz, triste etc, não terá esta possibilidade de abandono.

Muito interessante seria viver a ficção durante a maior parte da vida não é mesmo? Poderíamos recriar uma realidade que as nossas convicções indicassem, e provavelmente iríamos ser muito mais felizes, mesmo sendo esta realidade uma ficção. Mas, e daí? O que as difere está justamente no nosso ponto de vista.

Nildson B. Veloso.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MUDEI O ROTEIRO

A roteirista Iara Sydenstricker e a professora Cristiane Britto.O que é um roteiro??? Como fazê-lo? Como pensar uma história para ser contada no audiovisual? Antes disso, meu pensamento era só os substantivos, verbos, poesias, construção de parágrafos, tecnologia... E os dias se passavam assim, até chegar a primeira Oficina da TV Anísio Teixeira.

Olhando uma foto, feita em close, lá estava minha mão, nela uma caneta, um texto numa folha de ofício e com a minha letra escrito “argumento e roteiro”. A foto para quem olha não diz absolutamente nada. Por trás da foto, há um mundo de informações.

Um dia, chega em nossa sala uma mulher alta, branca, olhos claros, sobrenome estranho. Foi-nos apresentada a roteirista Iara Sydenstricker. Chegou perguntando sobre nós. Quem éramos, mesmo, nós? Professores. No nosso roteiro, o papel principal era ser professor. Cada um sabia bem o roteiro da aula, da sala, da escola. Ela chegou perguntando o que era que nós queríamos neste projeto, e foi anotando sobre cada um de nós, nossos nomes, nosso anseios, para, quem sabe, um futuro roteiro de programa.

Começava naquele momento a segunda mudança de roteiro: “sai da escola” , “entra na TV AT”, “corta para oficina de roteiro”, “sobem os créditos..." e com vocês, cenas dos próximos capítulos.

Da caixa de roteiro foram saindo Na Lata, Anônimos, Inventus, Bahia Assim, Aqui é Massa, Realize, ArteFatos... Nossas ideias ganhavam corpo, forma, tempo, espaço. As ideias tornaram-se palavras, cenas. Fazer e refazer. E novamente fazer e refazer. Exercitar o desapego à criação. Exercitar a criatividade, a criação, a paciência, a resistência. Ouvir que o que foi feito não ficou bom e tentar fazer melhor: lições daquela mulher com sobrenome estranho e sorriso largo. E saber o que é escaleta, o tempo que as coisas ocupam numa televisão, que nem toda idéia é audiovisual.

Finda a oficina de roteiros, já não éramos mais os mesmos. Queríamos criar mais e mais. Saber os nomes das coisas da televisão. Já não nos bastavam as aulas, as salas, o quadro-negro. Queríamos criar histórias para serem contadas, documentar o mundo, sugerir lugares. Enfim, roteirizar.

E quanto a mim, vi meu roteiro completamente mudado. Substantivos e planos, verbos e enquadramentos, poesias e escaletas, parágrafos e argumentos....

Sobem os créditos:
IARA SYDENSTRICKER


Cristiane Britto.


Mais de Cristiane:
I Encontro Pedagógico
Mudei o roteiro
Gravação do Bahia Assim
Oi nois na fita
 
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