segunda-feira, 21 de julho de 2014

Curso de interpretação vai aos Tupinambás


Por Geraldo Seara

Comunidade escolar na gravação da série Minha Escola, Meu Lugar
Foto: Peterson Azevedo

Nas próximas duas semanas, de 21 de julho a 2 de agosto, a Rede Anísio Teixeira estará na Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença. Desta vez, estamos levando o Curso de interpretação para TV, destinado a estudantes e professores, em oficinas práticas que privilegiam as competências e habilidades que nem sempre são contempladas nas atividades rotineiras da escola, mas que contribuem, grandemente, para o desempenho escolar, assim como em muitas outras interações sociais.


Estudantes de Formosa do Rio Preto, ensaiando a cena
Foto: Geraldo Seara

Segundo o professor Nildson B. Veloso,  "a interpretação é o foco do curso, mas os participantes também terão noções de roteiro, produção e edição de imagens, além, é claro, da própria linguagem audiovisual. Tudo isso pra que possam colocar em prática, de modo mais criterioso, o que já fazem, naturalmente, com seus celulares e câmeras digitais".


Cena do episódio "Hoje é dia de Feira", da série Cotidiano
Foto: Geraldo Seara

Esta formação tem ocorrido em várias escolas da nossa rede pública, contemplando todos os Territórios de Identidade da Bahia. Alguns dos estudantes formados no curso já fazem parte do elenco da TV Anísio Teixeira, nas séries do programa Intervalo, a exemplo de Luma Lopes, de Lençóis, no quadro Histórias da Bahia; Anderson Magalhães, de Porto Seguro, na série Edson, Rei da Construção e Alexandre Smith (foto acima, com a atriz Merry Batista), de Salvador, na série Cotidiano, só pra citar alguns.


Set da série Cotidiano. Foto: Geraldo Seara

Além desses nomes, muitos professores e estudantes têm sido protagonistas das nossas séries. Ano passado, os da escola tupinambá participaram de um dos episódios da série Minha Escola, Meu Lugar, ainda inédito na TV, mas já disponível no Ambiente Educacional Web.

Bom curso a tod@s!


sábado, 28 de junho de 2014

TV AT estreia série “Identidades” na TVE




Estreia nesta segunda-feira, dia 30.06, às 19h30, na TVE Bahia, a série inédita “Identidades”, que tem dez episódios de 26 minutos cada e foi produzida pela TV Anísio Teixeira, da Rede Anísio Teixeira, da  Secretaria de Educação da Bahia. Em formato de programa de auditório, com apresentação do ator Marinho Gonçalves  e contando com a participação dos alunos da Rede Pública Estadual de Ensino, que lotaram as plateias, o “Identidades” apresenta aos jovens baianos o trabalho de artistas da nossa terra das mais variadas vertentes culturais, como o cantador Xangai e o cantor e compositor Dão, ou as bandas Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Baianasystem e o cantor e compositor Riachão. A série vai ao ar na TVE de segunda a sexta, do dia 30 de junho ao dia 04 de julho e depois do dia 07 ao dia 11 de julho, sempre às 19h30.



Dividido em dez temas – Saudade, Paixão, Sonho, Ciúmes, Medo, Liberdade, Solidão, Alegria, Resistência e Fé – o novo programa tem por objetivo fazer com que os estudantes interajam com as manifestações culturais e expressões artísticas baianas, muitas delas desconhecidas para eles, e que possam extrair conhecimento desta experiência, entendendo que ao redor, no cotidiano de cada um, existe saber. Gravada no Teatro Solar Boa Vista, a série “Identidades” agrega um material diverso que pode ser utilizado também em sala de aula para disparar atividades sobre cultura, diversidade cultural, música baiana e regionalidade, demonstrando o quanto a produção artística é ao mesmo tempo atual e ligada às raízes da tradição.



Os pilares da nova produção são a música, a poesia, imagens de vídeo-arte, vídeo-clipes, fotografias, obras de arte famosas, e outras influências artísticas escolhidas cuidadosamente pela equipe pedagógica da Rede Anísio Teixeira e lançadas no telão do cenário pelo VJ Sal. Nos intervalos o DJ Bandido comanda a festa, fazendo a plateia cantar e dançar com músicas eletrônicas, além das músicas das bandas e cantores que se apresentam.




Os guias pedagógicos de cada episódio da Série Identidades estão disponíveis no Ambiente Educacional Web (ambiente.educacao.ba.gov.br). Informações: (71) 3116-9038 ou  tv.anisioteixeira@educacao.ba.gov.br

“IDENTIDADES”

Tema 1 : Saudade
O cantador Xangai, a dupla Dois em Um e o cantor Dão, acompanhado de parte da sua banda, a Caravana Black, cantam e comentam o tema. O artista plástico Marcos Costa expressa a sua saudade através de um quadro, que é confeccionado durante o programa e apresentado à plateia no final. Em todas as edições o Identidades trabalha o tema através da poesia, do teatro, da literatura, e claro, da música.

Tema 2: Paixão
Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, o cantor Riachão e a banda Baianasystem, comentam o tema que também é trabalhado pelo apresentador e demais artistas presentes no palco do “Identidades”.

Tema 3: Sonho
A cantora Cláudia Duth, a banda Sambatrônica e o cantor, compositor e multi-instrumentista Luiz Caldas, cantam e falam sobre o sonho, tema da edição de número três do “Identidades”, que traz ainda as artes plásticas, representadas pela presença de Bruno Marcelo. Fragmentos de canções, poesias, literatura e textos teatrais são utilizados pelo apresentador para criar uma atmosfera onírica nesta edição.

Tema 4: Ciúmes
A cantora Juliana Ribeiro, o grupo Garagem e a banda A Volante do Sargento Bezerra compõem as atrações musicais desta edição. Um casal de atores mostra através de um esquete teatral como o ciúme pode interferir na vida conjugal, de maneira divertida e engraçada. Fragmentos do texto de Shakespeare “Otelo” e de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, são trazidos pelo apresentador, assim como poemas e fragmentos de letras de músicas.

Tema 5: Medo
A Ministério Público, a banda Radiola e o cantor e compositor Raimundo Sodré, compõem a tríade musical desta edição. A dançarina Audrey Consiglio,  com a sua cobra, e o artista plástico Jayme Figura contextualizam e falam sobre o medo.

Tema 6: Liberdade
As bandas O Circulo, Retrofoguetes e o cantor e compositor Lazzo Matumbi formam a tríade das atrações musicais. A trapezista Audrey e o grupo de Ginástica Rítmica formado por crianças trazem o tema da Liberdade para o corpo, preenchendo o programa com movimento.

Tema 7: Solidão
O cantor Paquito, a banda Theatro de Séraphin, a cantora Rebeca Matta, a dançarina Norma Santana e o artista plástico Wylliams Martins estão na sétima edição do programa. Wylliams convida parte da plateia a participar da confecção da sua tela, comentando que para fugir da solidão a que o artista muitas vezes está submetido pelo seu ofício criativo

Tema 8: Alegria
A cantora Márcia Castro, o multi-instrumentista Peu Meurray, o grupo de samba de roda Barlavento, a dupla de palhaças Floricotta e Furabolo, que fazem a alegria da plateia através de brincadeiras próprias do circo-teatro, formam as atrações desta edição do “Identidades”. A alegria do ponto de vista da população baiana é comentada durante o programa pelo apresentador e pelos convidados.

Tema 9: Resistência
O cantor, compositor, cordelista e repentista Bule-Bule, o coletivo Simples Rap´ortagem e o cantor e compositor Geraldo Cristal, juntos com o B. Boy Ananias e Grupo de Dança de Rua fazem esta edição especialmente contestadora e, traz uma visão crítica da arte de resistência, da arte de periferia. A pobreza e as desigualdades sociais, bem como o racismo, e as influências do reggae jamaicano na música de Geraldo Cristal são apresentadas, conjuntamente com uma tela grafitada pelo artista Fael 1º, cuja confecção, por conta do material utilizado, é mostrada através de vídeo.

Tema10: Fé
A cantora Clécia Queiroz, o Grupo de Dança e Reizado da FUNCEB, a banda de Pífanos de Bendegó e o cantor e compositor Gerônimo Santana traduzem as suas  visões de fé, além de letras de canções, poesias, imagens do telão, manifestações da cultura popular, de origem africana e de origem européia, fazem desta edição um exemplo de como tratar o tema através das artes.



[Fonte:]

ASCOM - Assessoria de Comunicação
IRDEB / TVE Bahia / 107.5 Educadora FM
Secretaria de Comunicação do Estado da Bahia
Tel. (71) 3116-7443 / 7359

domingo, 8 de junho de 2014

COMO TORNAR PÚBLICO O ARQUIVO PÚBLICO?


Fachada do prédio do Arquivo Público - Foto: Lucas Caldas


Por: Valdineia Oliveira e Telma Gonçalves


Tendo como motivador esse questionamento, a Curadora-chefe da 3ª Bienal da Bahia, Ana Pato promove o projeto Quinta na Quinta que vai acontecer no Arquivo Público do Estado da Bahia (Baixa de Quintas), a partir do dia 17 de julho, e tem por objetivo tornar esse local num espaço de visitação para professores e alunos.

O projeto conta com uma equipe de artistas que irão expor seus trabalhos no entorno do arquivo compondo um mosaico de intervenções artísticas. Também será aberto ao público o acervo do antigo museu Estácio de Lima,  conhecido como museu Nina Rodrigues. O acervo desse museu contém seções para estudos antropológicos, como objetos de rituais litúrgicos do candomblé que foram apreendidos pela polícia. Contém, ainda, objetos da cultura indígena e do Cangaço, especificamente sobre o grupo de Lampião. Assim, as portas do Arquivo Público abrem-se aos professores da rede estadual; programem visitas guiadas.   

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Formação no NTE 04


Por Geraldo Seara


Esta semana os professores de Santo Antônio de Jesus, Nazaré, Cruz das Almas e Vera Cruz participam da Formação para a Produção de Vídeos Educacionais. Esta é uma iniciativa da Rede Anísio Teixeira em parceria com a Facom/UFBA.

Eis um dos frutos das oficinas realizadas. Assista:



Para este vídeo, uma vez definido o tema (redes sociais), os envolvidos expuseram suas opiniões sobre o assunto, de modo bastante divergente. Essa diferença de opinião, que, inicialmente, poderia resultar em 2 vídeos, proporcionou uma produção muito mais rica, impregnada de sentidos e conceitos que merecem muito a nossa atenção. 

Abaixo, os professores trabalhando.




Prof. Leonardo Abreu
Prof. José Roberto Severino
















domingo, 25 de maio de 2014

Pais na série Cotidiano


por Geraldo Seara

Set de "É x ou y?" : Harrison Araújo (direção), Alen Peixinho (som),
Augusto Matos (ator), Jamile (figurino), Ana Graciela (atriz) e  Narcisa (maquaiagem)

É visível a diferença no rendimento escolar de estudantes cujos pais se envolvem também com a educação formal dos filhos. Esse envolvimento diminui nos grandes centros urbanos onde trabalhar fora faz parte do cotidiano de muitas mães, sendo algumas a única fonte de renda da família. Quem está em sala de aula, diariamente, sabe o quanto isso faz diferença no desempenho de crianças, adolescentes e jovens.


Set de "Mistura na pele": o estudante Raryan Reis, no papel de Ronaldo.
De costas, o diretor de fotografia Rick Caldas

De posse dos dados dessa realidade, com vistas a uma intervenção, pensamos em inserir os pais na série Cotidiano, como agentes importantes nessa empreitada pela melhoria da escola pública. A UE pode ter azulejo até o teto, com salas climatizadas e tudo o mais, mas sem o auxílio da família, qualquer que seja, não dá. Assim, nas histórias, ora os pais são os mestres, ora são nossos auxiliares nessa construção de saberes que não há grade que consiga encerrar.


Set do episódio "Que hora é essa?": Elvira Flávia, maquiada por Narcisa

Gilberto Reys (Fabrício), Rick Caldas (dir. fotografia) e Harrison Araújo (direção)

Durante as gravações do episódio "Que hora é essa?" (acima), observando a ação de uma mãe, interpretada pela atriz Elvira Flávia, fiquei pensando no impacto da trama. Orientação é o que não falta àquela mãe, já que o assunto do episódio é "fuso". Ela é firme, mansa e atenta ao horário da escola, colaboradora do filho em seu sucesso escolar, portanto.


A atriz Merry Batista e o estudante Alexandre Smith, no papel de Rafa,
no episódio "Hoje é dia de feira", gravado na Feira de São Joaquim 

Outra mãe antenada com o movimento da escola é a interpretada pela atriz Merry Batista, no episódio "Hoje é dia de feira". Ali, o aluno, vivido pelo estudante e agora também ator Alexandre Smith, é recebido pelos pais, na Feira de São Joaquim. O pai, interpretado por João Figuer, fica sabendo porque não sente o gosto das coisas, quando o assunto da sala de aula lhe chega aos ouvidos, através do filho. O assunto é Química, Biologia e Sociologia, com ensinamentos da vovó, repassados pela mãe, que louva a atitude da professora, de propor uma atividade como aquela, na química viva da feira livre.


No monitor, cena de "É x ou y?", com Ana Graciela e Ana Paula Mira

No episódio "É x ou y?", outra mãe, interpretada por Ana Paula Mira, dispara uma discussão interessante: quem determina o sexo do bebê, o homem ou a mulher? Aqui, ao ver a mãe triste, com mais um resultado de ultrassom no qual deu menina pela quarta vez, Jana, vivida pela atriz Ana Graciela, medeia o conflito com seu dever de casa, que vai de óvulos ao rei Henrique VIII, num diálogo interdisciplinar que, no final, resulta no pai, vivido por Augusto Matos Pereira, se conformando com mais uma filha, ao aprender mais sobre cromossomos.


João Figuer (pai de Rafa) e Ednei Alessandro (feirante),
no episódio "Hoje é dia de feira

Assim é o Cotidiano cujo fazer envolve professores, técnicos, e atores profissionais que dividem as cenas com os estudantes da rede, preparados por curso específico para atuação na TV. Os episódios tratam de conhecimentos científicos acumulados, mas também os do senso comum das pessoas que fazem parte da vida pulsante das comunidades escolares. 

Cada episódio da série requer horas de pesquisa acadêmica, realizada por uma equipe multidisciplinar de professores da rede. Esses dados, encaminhados à produtora N5, retornam em forma de roteiro para o audiovisual, com a assinatura de Lia Vasconcelos, especialista em roteiro, com leveza e graça.

Que assim seja!


Marta Helena (produtora)
Geraldo Seara, Guel Pinna e
 Nildson B. Veloso  (professores)

Assista ao episódio Hoje é dia de feira. Conheça e compartilhe o programa Intervalo do qual o Cotidiano é parte.


Fotos: Geraldo Seara

terça-feira, 20 de maio de 2014

Intervalo - A Nova Produção da TV AT


Por: Carlos Barros

O Projeto TV Anísio Teixeira iniciou-se ainda na virada da primeira década dos anos 2000. 


Em 2008, os professores da rede estadual foram selecionados para atuar na interface Educação/Comunicação, possibilitando experimentações na área a partir de princípios da Arte e das Mídias para utilizações pedagógicas. Entre estes profissionais, eu estava lá, parte deste grupo. 



Retornei ao projeto no início deste ano e tenho o prazer de fazer parte de um empreendimento ampliado - agora a Rede Anísio Teixeira - onde as experimentações resultam/resultaram/resultarão em produtos áudio-visuais de qualidade conceitual e técnica que demonstram o respeito pela atividade pedagógica. Já disponíveis desde alguns anos, uma série de peças áudio-visuais, vêm sendo acessadas pelos estudantes e professores como suportes complementares ao trabalho nas escolas.



Agora, em 2014, o Programa Intervalo, foi recentemente lançado num evento literalmente de semeadura - O Seminário de Educação e Mídias Educacionais -, vem como matriz/motriz de tantos anseios de professores, artistas, alunos, comunicadores envolvidos num desejo comum de produzir conhecimento e disseminação de saberes/sabores, em sintonia com metodologias contemporâneas de trato com a informação.



Que os tempos sejam de mais e mais semeaduras e força para todos nós!

Os colegas do Ambiente Virtual web e da Professora On Line / Professor WEB - integrantes da Rede - me deixaram feliz com tanta energia empregada na pesquisa e construção de possibilidades educacionais para acesso e utilização imediata e eficaz!
Tanto que aprendi e estou aprendendo!
Obrigado!

Compartilho este post com meus colegas mais próximos da TV Anísio Teixeira (por histórias em paralelo neste lugar profissional), artífices deste Projeto e construtores de sonhos reais: Dôra Almeida, Elzeni, Fau Coelho ,Geize GonçalvesGeraldo Seara , Joalva MoraesLilia RezendeLúcia Marsal, Márcia Almeida, Márcia Cristina Silva BarrosMarcus Leone, Marilu Dantas, Nildson B. Veloso, Peterson AzevedoTelma Goncalves SantosToni Couto e Valdineia Oliveira

Yuri Wanderlei: sua integridade no apreço à função social de nosso trabalho é contagiante! 
Obrigado!

Dedico aos colegas educadores que buscam diariamente fazer um trabalho que melhores em profundidades possíveis estes que são nossos parceiros maiores no processo: alunos que conosco estão ligados existencialmente no campo desta profissão.
Que a Sabedoria impere, sempre!

Assim é!

http://www.educacao.ba.gov.br/intervalo

sábado, 17 de maio de 2014

Lançamento do Intervalo no II Seminário de Educação e Tecnologia

 
por Geraldo Seara
 
II Seminário Educação e Tecnologia / IAT

Por dois dias, o Instituto Anísio Teixeira foi palco de um grande encontro entre professores, estudantes, atores, funcionários, cineastas, designers, pensadores, gestores públicos, funcionários e técnicos, todos respirando educação e tecnologia.
 
 
Yuri Wanderlei, coordenador da Rede Anísio Teixeira
 
Foram várias as mesas redondas que propiciaram reflexões importantes sobre esse tempo que vivemos hoje no qual ora a escola parecia perdida, suplantada pela onda digital, ora aparecia como espaço legítimo para direcionar o devir, em alusões a autores como Freire, Levy e Pretto que, sucessivamente, junto a muitos outros, iam sendo revezados nas falas.
 
 
Mesa 02: Debora Adália, Rodrigo Neim e Yuri Wanderlei
 
Entre os pensamentos expostos, um me chamou a atenção, em particular, o de que nem todos os nascidos nestes tempos são nativos digitais, como bem disse Rodrigo, da SaferNet. Concordando com ele, ouso traçar uns paralelos: será que todos os baianos sabem reunir os ingredientes para fazer um vatapá? (rs...) De longe, muitos pensam que sim. Já dei aulas de inglês em escola americana, para estrangeiros que já moram nos Estados Unidos há tempos. Oxente?! Não bastaria viver num país anglófono para adquirir a língua nativa? Então, analogamente, o fato de muitos terem nascido na era digital não implica em domínio de toda a sua materialidade e de seus usos diversos, muito menos aqueles com fins pedagógicos, pensando silogisticamente.
 
Assim, a Educação ocupou o centro dos debates, como espaço para que lancemos o olhar crítico sobre tudo isso.
 
Corroborando essas reflexões, um dos episódios do Cotidiano, série da TV Anísio Teixeira,  lançado durante o seminário, traz um personagem que deixa as telinhas digitais para conhecer a vida pulsante de uma feira livre, em uma atividade proposta por sua professora. Nessa mesma série, outros estudantes, em contrapartida, usam as mídias digitais para construírem conhecimentos, em episódios ainda em gravação. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, nossos temas estão em consonância com toda essa problemática, mas sem respostas prontas.
 
Muitos atenderam ao convite público para o lançamento do programa Intervalo, durante o seminário, tendo comparecido professores e estudantes que participaram das Formações da Rede Anísio Teixeira, a exemplo da diretora do Colégio Rolando Laranjeira, de Santa Maria da Vitória, Ana Rocha, que trouxe também a estudante Francielly Macflay Silva. De Lençóis vieram a estudante Luma Lopes, acompanhada de sua mãe. De Juazeiro, vieram os estudantes Carlos Dias e Rayrlon Nery cujos vídeos realizados durante os cursos de interpretação foram exibidos. Estiveram presentes, também, muitos outros estudantes, professores, atores como Amós Heber e Vinicius Nascimento, técnicos do audiovisual e cineastas, como Anderson Soares Caldas e o atual diretor do IRDEB, José Araripe. A produtora Ncinco Filmes Produções se fez presente, não só, obviamente, pelo programa lançado, como também através do diretor da maioria dos programas Harrison Araújo.
 
Assim, com a mediação de Toni Couto, o coordenador da TV Anísio Teixeira, os professores envolvidos com a construção dos quadros foram convidados a compor a mesa, cada um expondo o desenho de cada quadro, seguido de sua exibição. Era impossível deixar de notar a satisfação de Yuri Wanderlei, coordenador da Rede Anísio Teixeira, grande batalhador pela educação, incansável na defesa do uso e difusão de softwares livres.
 
Para quem não pôde comparecer e para quem deseja rever, eis uma parte do primeiro dia do II Seminário de Educação e Tecnologia.
 

 
A partir do timecode 0:52:00, o lançamento do Programa Intervalo. Os vídeos que contam com a participação dos estudantes egressos das formações da Rede Anísio Teixeira podem ser conferidos nos timecodes 1:17:00 (Cotidiano), 1:43:00 (Encenação), "Histórias da Bahia", "Diversidade" e "Filmei". Todos os que estavam presentes foram chamados à frente e também foram capturados pelas câmeras da videoconferência, num excelente registro do resultado do que se faz com compromisso e dedicação.

Para assistir a tudo, do princípio ao fim, acesso o Blog do Professor Web, para o e dias.
 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Rede Anísio Teixeira no sudoeste baiano


Por Geraldo Seara

Prof. Nildson B. Veloso, preparador de elenco

Desta vez, estamos em Vitória da Conquista, realizando mais um curso intensivo de interpretação para TV, com estudantes do Colégio Estadual Fernando Spinola. O curso que, nesta região, também aconteceu em Santa Maria da Vitória, no ano passado, visa dar aos estudantes mais instrumentos para que possam aproveitar bem seu potencial criativo, nessa era de tantos selfies, com muita exposição e conteúdo carente de orientação.


Estudantes do Colégio Estadual Fernando Spínola

Para o professor Nildson B. Veloso, este curso contribui para o desenvolvimento dos participantes, não só no tocante à interpretação, mas, sobretudo, na ampliação da capacidade de perceberem a si mesmos e aos outros, assim como aos elementos que os tornam diferentes uns dos outros, sendo essa distinção o ingrediente necessário para a construção das personagens.




Assim, além da interpretação de texto, a capacidade de observar é exaustivamente incentivada, como elemento essencial que servirá não somente para a arte, mas para tudo na vida. Mas atenção – adverte o professor: "quem pensa que o curso de teatro é puro divertimento está equivocado. O que se vê no palco ou na tela é o resultado de um grande esforço individual e coletivo, que vai desde exercícios físicos até a busca sistemática de dados sobre a personagem a ser interpretada. Para se interpretar um preso político (real ou fictício), por exemplo, não basta apenas memorizar a fala impressa. É preciso buscar os fatos históricos vividos pela personagem, para que a interpretação seja convincente. Essa busca revela o caráter inter e transdisciplinar do curso. 




De fato, é assim. Uma personagem que fale com um determinado sotaque requer noções, no mínimo, básicas de fonética e de fonologia, contemplando os temas de língua, linguagem, variações linguísticas e, obviamente, de sociologia. Se essa personagem exerce alguma profissão que requeira algumas habilidades, como chutar uma bola a gol, ou que seja portadora de alguma necessidade especial, mais pesquisas são demandadas, tanto para o domínio de regras do esporte, quanto para a compreensão do perfil biopsicológico do modelo.






Além de tudo isso, a educação do olhar e das emoções é trabalhada através de exercícios dinâmicos e da mostra de vídeos a que assistimos. Esperamos que toda essa vivência seja transcendida para outras situações cotidianas que demandem um olhar mais criterioso, um planejamento prévio de ações, um trabalho conjunto harmonioso.




Os vídeos produzidos em outras escolas podem ser vistos aqui. Alguns dos estudantes que aparecem neles já estão participando da séries da TV cujas gravações – algumas já finalizadas e outras em andamento – podem ser acompanhadas neste blog.




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Estudantes gravam série da TV AT



Equipe da N5, montando o set
O bairro de Boa Vista São Caetano, em Salvador, foi o local escolhido para a gravação de um dos episódios da série Cotidiano, da TV Anísio Teixeira. A série - que foi concebida por professores da Rede Anísio Teixeira - é composta por 24 episódios, pensados e escritos de modo a contemplar todas as disciplinas do currículo escolar e os temas transversais, de modo natural, através das práticas cotidianas das pessoas. 

Gabriel Gonçalves, Islaânia Almeeida, Renato Lima, Vinicius Nascimento, Thainara Meireles, Ana Graciela e o preparador de elenco Nildson B. Veloso
Nesse primeiro episódio gravado - o n° 4 da série - são abordados alguns temas que ainda carecem de discussão na escola e na sociedade em geral, a saber, os papéis desempenhados pela mulher, que ainda causam estranhamento. Assim é que o episódio Que Chute! traz para o baba da comunidade uma mulher com apito e muito peito! Desse modo, a Sociologia entra em campo junto com a Física e a Matemática, num chute a gol quase mágico, que altera o placar, mexendo com ânimos e preconceitos, à medida que aumenta a pressão em campo. Nesse cenário, o machista do grupo revelará um lado ainda não conhecido... 

Roberto, Robério Lima (em primeiro plano). Ao fundo, Marcilia Barros e Alen Peixinho
Sobre o elenco, este é composto por estudantes da rede pública que foram especialmente preparados pelo Curso Intensivo de Interpretação para a TV, oferecido pela Rede Anísio Teixeira / Instituto Anísio Teixeira, da Secretaria da Educação, além de outros que atuam no teatro baiano e no cinema nacional.

Com figurino, maquiagem, efeitos e equipe de produção de parar o trânsito (literalmente), o set funcionou muito bem. Naturalmente, não faltaram curiosos, dentre os quais muitos estudantes das escolas da região que corujaram à vontade, ainda mais quando souberam que a série tinha sido pensada para eles, sendo protagonizada, também, por grande parte deles.

Entre os estudantes presentes, um informou já ter assistido nossos programas, pela TVE, e não se fez de rogado: com papel e caneta em punho, colheu de todos nós os autógrafos. 



Ganhamos o dia! (Rs...)

Agora é só aguardar.


terça-feira, 8 de abril de 2014

II Seminário de Educação e Tecnologia



A Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio do Instituto Anísio Teixeira, apresenta o II Seminário de Educação e Tecnologia que abordará o tema Uso e Produção de Mídias e Tecnologias Livres nas Escolas.

O Seminário ocorre nos dias 14 e 15 de maio de 2014, no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador e tem como objetivo contribuir para a qualificação dos processos de ensino aprendizagem na formação humana integral de estudantes e professores, estimulando apropriações críticas, contextualizadas e colaborativas de Mídias e Tecnologias Educacionais Livres nas escolas da Rede Pública Estadual.

O evento contará com a participação de representantes de escolas, da academia e do setor público que participarão das mesas redondas temáticas. Além disso, haverá uma programação cultural e um espaço dedicado a apresentação de experiências com uso de tecnologias em sala de aula, por professores da Rede Pública baiana, que serão selecionados por meio de chamada pública.

As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 11 de abril pelo Portal da Educação. Haverá interação por videoconferência para as salas de todo o Estado da Bahia e transmissão pela internet através do referido portal.

Submissão de trabalhos 

O período para a submissão de trabalhos para o II Seminário vai até o dia 18 de abril de 2014. O processo de submissão será feito, em sua totalidade, através de formulário padrão que deve ser obtido na página www.educacao.ba.gov.br e que deve ser enviado para o e-mail rede.anisio@educacao.ba.gov.br. Somente serão aceitos trabalhos enviados por professores da rede pública de ensino, coordenadores de escola e diretores de escola em exercício. 

Para ver a programação e baixar o formulário de inscrição, visite a página oficial do Seminário
 
::
Contador de Visitas Para Blogs