sábado, 17 de maio de 2014

Lançamento do Intervalo no II Seminário de Educação e Tecnologia

 
por Geraldo Seara
 
II Seminário Educação e Tecnologia / IAT

Por dois dias, o Instituto Anísio Teixeira foi palco de um grande encontro entre professores, estudantes, atores, funcionários, cineastas, designers, pensadores, gestores públicos, funcionários e técnicos, todos respirando educação e tecnologia.
 
 
Yuri Wanderlei, coordenador da Rede Anísio Teixeira
 
Foram várias as mesas redondas que propiciaram reflexões importantes sobre esse tempo que vivemos hoje no qual ora a escola parecia perdida, suplantada pela onda digital, ora aparecia como espaço legítimo para direcionar o devir, em alusões a autores como Freire, Levy e Pretto que, sucessivamente, junto a muitos outros, iam sendo revezados nas falas.
 
 
Mesa 02: Debora Adália, Rodrigo Neim e Yuri Wanderlei
 
Entre os pensamentos expostos, um me chamou a atenção, em particular, o de que nem todos os nascidos nestes tempos são nativos digitais, como bem disse Rodrigo, da SaferNet. Concordando com ele, ouso traçar uns paralelos: será que todos os baianos sabem reunir os ingredientes para fazer um vatapá? (rs...) De longe, muitos pensam que sim. Já dei aulas de inglês em escola americana, para estrangeiros que já moram nos Estados Unidos há tempos. Oxente?! Não bastaria viver num país anglófono para adquirir a língua nativa? Então, analogamente, o fato de muitos terem nascido na era digital não implica em domínio de toda a sua materialidade e de seus usos diversos, muito menos aqueles com fins pedagógicos, pensando silogisticamente.
 
Assim, a Educação ocupou o centro dos debates, como espaço para que lancemos o olhar crítico sobre tudo isso.
 
Corroborando essas reflexões, um dos episódios do Cotidiano, série da TV Anísio Teixeira,  lançado durante o seminário, traz um personagem que deixa as telinhas digitais para conhecer a vida pulsante de uma feira livre, em uma atividade proposta por sua professora. Nessa mesma série, outros estudantes, em contrapartida, usam as mídias digitais para construírem conhecimentos, em episódios ainda em gravação. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, nossos temas estão em consonância com toda essa problemática, mas sem respostas prontas.
 
Muitos atenderam ao convite público para o lançamento do programa Intervalo, durante o seminário, tendo comparecido professores e estudantes que participaram das Formações da Rede Anísio Teixeira, a exemplo da diretora do Colégio Rolando Laranjeira, de Santa Maria da Vitória, Ana Rocha, que trouxe também a estudante Francielly Macflay Silva. De Lençóis vieram a estudante Luma Lopes, acompanhada de sua mãe. De Juazeiro, vieram os estudantes Carlos Dias e Rayrlon Nery cujos vídeos realizados durante os cursos de interpretação foram exibidos. Estiveram presentes, também, muitos outros estudantes, professores, atores como Amós Heber e Vinicius Nascimento, técnicos do audiovisual e cineastas, como Anderson Soares Caldas e o atual diretor do IRDEB, José Araripe. A produtora Ncinco Filmes Produções se fez presente, não só, obviamente, pelo programa lançado, como também através do diretor da maioria dos programas Harrison Araújo.
 
Assim, com a mediação de Toni Couto, o coordenador da TV Anísio Teixeira, os professores envolvidos com a construção dos quadros foram convidados a compor a mesa, cada um expondo o desenho de cada quadro, seguido de sua exibição. Era impossível deixar de notar a satisfação de Yuri Wanderlei, coordenador da Rede Anísio Teixeira, grande batalhador pela educação, incansável na defesa do uso e difusão de softwares livres.
 
Para quem não pôde comparecer e para quem deseja rever, eis uma parte do primeiro dia do II Seminário de Educação e Tecnologia.
 

 
A partir do timecode 0:52:00, o lançamento do Programa Intervalo. Os vídeos que contam com a participação dos estudantes egressos das formações da Rede Anísio Teixeira podem ser conferidos nos timecodes 1:17:00 (Cotidiano), 1:43:00 (Encenação), "Histórias da Bahia", "Diversidade" e "Filmei". Todos os que estavam presentes foram chamados à frente e também foram capturados pelas câmeras da videoconferência, num excelente registro do resultado do que se faz com compromisso e dedicação.

Para assistir a tudo, do princípio ao fim, acesso o Blog do Professor Web, para o 1° e 2° dias.
 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Rede Anísio Teixeira no sudoeste baiano


Por Geraldo Seara

Prof. Nildson B. Veloso, preparador de elenco

Desta vez, estamos em Vitória da Conquista, realizando mais um curso intensivo de interpretação para TV, com estudantes do Colégio Estadual Fernando Spinola. O curso que, nesta região, também aconteceu em Santa Maria da Vitória, no ano passado, visa dar aos estudantes mais instrumentos para que possam aproveitar bem seu potencial criativo, nessa era de tantos selfies, com muita exposição e conteúdo carente de orientação.


Estudantes do Colégio Estadual Fernando Spínola

Para o professor Nildson B. Veloso, este curso contribui para o desenvolvimento dos participantes, não só no tocante à interpretação, mas, sobretudo, na ampliação da capacidade de perceberem a si mesmos e aos outros, assim como aos elementos que os tornam diferentes uns dos outros, sendo essa distinção o ingrediente necessário para a construção das personagens.




Assim, além da interpretação de texto, a capacidade de observar é exaustivamente incentivada, como elemento essencial que servirá não somente para a arte, mas para tudo na vida. Mas atenção – adverte o professor: "quem pensa que o curso de teatro é puro divertimento está equivocado. O que se vê no palco ou na tela é o resultado de um grande esforço individual e coletivo, que vai desde exercícios físicos até a busca sistemática de dados sobre a personagem a ser interpretada. Para se interpretar um preso político (real ou fictício), por exemplo, não basta apenas memorizar a fala impressa. É preciso buscar os fatos históricos vividos pela personagem, para que a interpretação seja convincente. Essa busca revela o caráter inter e transdisciplinar do curso. 




De fato, é assim. Uma personagem que fale com um determinado sotaque requer noções, no mínimo, básicas de fonética e de fonologia, contemplando os temas de língua, linguagem, variações linguísticas e, obviamente, de sociologia. Se essa personagem exerce alguma profissão que requeira algumas habilidades, como chutar uma bola a gol, ou que seja portadora de alguma necessidade especial, mais pesquisas são demandadas, tanto para o domínio de regras do esporte, quanto para a compreensão do perfil biopsicológico do modelo.






Além de tudo isso, a educação do olhar e das emoções é trabalhada através de exercícios dinâmicos e da mostra de vídeos a que assistimos. Esperamos que toda essa vivência seja transcendida para outras situações cotidianas que demandem um olhar mais criterioso, um planejamento prévio de ações, um trabalho conjunto harmonioso.




Os vídeos produzidos em outras escolas podem ser vistos aqui. Alguns dos estudantes que aparecem neles já estão participando da séries da TV cujas gravações – algumas já finalizadas e outras em andamento – podem ser acompanhadas neste blog.




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Estudantes gravam série da TV AT



Equipe da N5, montando o set
O bairro de Boa Vista São Caetano, em Salvador, foi o local escolhido para a gravação de um dos episódios da série Cotidiano, da TV Anísio Teixeira. A série - que foi concebida por professores da Rede Anísio Teixeira - é composta por 24 episódios, pensados e escritos de modo a contemplar todas as disciplinas do currículo escolar e os temas transversais, de modo natural, através das práticas cotidianas das pessoas. 

Gabriel Gonçalves, Islaânia Almeeida, Renato Lima, Vinicius Nascimento, Thainara Meireles, Ana Graciela e o preparador de elenco Nildson B. Veloso
Nesse primeiro episódio gravado - o n° 4 da série - são abordados alguns temas que ainda carecem de discussão na escola e na sociedade em geral, a saber, os papéis desempenhados pela mulher, que ainda causam estranhamento. Assim é que o episódio Que Chute! traz para o baba da comunidade uma mulher com apito e muito peito! Desse modo, a Sociologia entra em campo junto com a Física e a Matemática, num chute a gol quase mágico, que altera o placar, mexendo com ânimos e preconceitos, à medida que aumenta a pressão em campo. Nesse cenário, o machista do grupo revelará um lado ainda não conhecido... 

Roberto, Robério Lima (em primeiro plano). Ao fundo, Marcilia Barros e Alen Peixinho
Sobre o elenco, este é composto por estudantes da rede pública que foram especialmente preparados pelo Curso Intensivo de Interpretação para a TV, oferecido pela Rede Anísio Teixeira / Instituto Anísio Teixeira, da Secretaria da Educação, além de outros que atuam no teatro baiano e no cinema nacional.

Com figurino, maquiagem, efeitos e equipe de produção de parar o trânsito (literalmente), o set funcionou muito bem. Naturalmente, não faltaram curiosos, dentre os quais muitos estudantes das escolas da região que corujaram à vontade, ainda mais quando souberam que a série tinha sido pensada para eles, sendo protagonizada, também, por grande parte deles.

Entre os estudantes presentes, um informou já ter assistido nossos programas, pela TVE, e não se fez de rogado: com papel e caneta em punho, colheu de todos nós os autógrafos. 



Ganhamos o dia! (Rs...)

Agora é só aguardar.


terça-feira, 8 de abril de 2014

II Seminário de Educação e Tecnologia



A Secretaria de Educação do Estado da Bahia, por meio do Instituto Anísio Teixeira, apresenta o II Seminário de Educação e Tecnologia que abordará o tema Uso e Produção de Mídias e Tecnologias Livres nas Escolas.

O Seminário ocorre nos dias 14 e 15 de maio de 2014, no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador e tem como objetivo contribuir para a qualificação dos processos de ensino aprendizagem na formação humana integral de estudantes e professores, estimulando apropriações críticas, contextualizadas e colaborativas de Mídias e Tecnologias Educacionais Livres nas escolas da Rede Pública Estadual.

O evento contará com a participação de representantes de escolas, da academia e do setor público que participarão das mesas redondas temáticas. Além disso, haverá uma programação cultural e um espaço dedicado a apresentação de experiências com uso de tecnologias em sala de aula, por professores da Rede Pública baiana, que serão selecionados por meio de chamada pública.

As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 11 de abril pelo Portal da Educação. Haverá interação por videoconferência para as salas de todo o Estado da Bahia e transmissão pela internet através do referido portal.

Submissão de trabalhos 

O período para a submissão de trabalhos para o II Seminário vai até o dia 18 de abril de 2014. O processo de submissão será feito, em sua totalidade, através de formulário padrão que deve ser obtido na página www.educacao.ba.gov.br e que deve ser enviado para o e-mail rede.anisio@educacao.ba.gov.br. Somente serão aceitos trabalhos enviados por professores da rede pública de ensino, coordenadores de escola e diretores de escola em exercício. 

Para ver a programação e baixar o formulário de inscrição, visite a página oficial do Seminário. 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ditadura foi tema do Teleteatro


Por Nildson B. Veloso


Atores da montagem baiana para o teleteatro da TV AT

Entre os episódios da série EmCenAção, um é dedicado ao período da ditadura militar no Brasil. Trata-se do clássico do teatro gaúcho Bailei na Curva que leva para sala de aula discussões importantes sobre repressão, liberdade sexual, violência e censura.

Como produto teatral, o episódio revela uma produção realista/naturalista com interpretações comoventes de atores baianos, com a batuta do autor e diretor Cláudio Simões que também assina o roteiro da peça de autoria do gaúcho Júlio Conti, que narra o período da tomada do governo brasileiro pelos militares, causando dor e sofrimento para as famílias.

Claudio Simões (diretor), Sandro Rangel, Cristina Leifer e George Wladimir (atores)

O episódio se passa em dois períodos, sendo o primeiro narrado pela ótica das crianças que, no período seguinte, já são adultas, vivendo no fim dos anos 70.

A história é ambientada na Porto Alegre dos anos 60 e 70 e traz jargões, sotaques e costumes rio-grandenses.

Veja:
http://educadores.educacao.ba.gov.br/node/5171/7542

quinta-feira, 27 de março de 2014

"É proibido proibir!"


Por: Marcus Leone

Joana Alves, Luciano Moteiro (estudantes), Marcus Leone (coordenador do quadro),
Thainara Meireles (estudante), Vanessa Melo (apresentadora) e Ruan Queiroz (estudante)

Novamente   estudantes   da   Rede   Pública   Estadual   de   Ensino protagonizaram um episódio do quadro Histórias da Bahia. Desta vez, o tema trabalhado foi “Ditadura Militar” e,  coincidentemente, o episódio foi produzido 50 anos depois do golpe de 1964.


Luciano Monteiro


Recitando trechos de músicas que marcaram época, tais como: “Apesar de você” de Chico Buarque, “É proibido proibir”, “Alegria, alegria” de Caetano Veloso e “Que as crianças cantem livres” de Taiguara, os jovens  atores, em uma perspectiva metalinguística, representaram a realidade de uma peça teatral estudantil  que  abordara  o referido tema.


Thainara Meireles

A equipe de produção gravou, durante horas, planos, ângulos e movimentos de câmera variados para garantir uma boa narrativa e qualidade ímpar do episódio.  A iluminação, o figurino e a performance dos estudantes nos fizeram  vislumbrar quão marcante e difícil foi esse período histórico aqui no Brasil.


Vanessa Melo

O mais legal é que, ao lidar com esse tema em uma perspectiva de criação artística, saímos do set de gravação fortalecidos e engrossando o coro para mais infinito de que, efetivamente, “É PROIBIDO PROIBIR!”

Sigamos assim, criando, educando e fortalecendo a LIBERDADE sempre! 


Equipe de produção (N5)

quinta-feira, 20 de março de 2014

TV AT e o Seminário Cinema, Audiovisual e Educação na UFRB


Mesa I - Andréa Mota, Denise Magalhães, Adriana Fresquet -
Foto: Peterson Azevedo

Por: Joalva Moraes

A relação entre o cinema e a educação está sendo discutida no Seminário Cinema, Audiovisual e Educação, promovido pela Pró-Reitoria de Extensão, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB. O evento acontece no Auditório da Fundação Hansen Bahia, na cidade de Cachoeira, de 19 a 21 deste mês.

Toni Couto, coordenador da Rede Anísio Teixeira, vai participar da Mesa IV - Educação Audiovisual e Participação Social que acontecerá na tarde, do segundo dia do encontro (20).



Andréa Mota - Foto: Peterson Azavedo


O primeiro dia contou com a participação de representantes de alguns projetos que promovem a sintonia entre a educação e o cinema, como cineCabeça, de Pernambuco, Andréa Mota, do Laboratório de Educação, Cinema e Audiovisual da Faculdade de Educação da UFRJ, Adriana Fresquet, e uma das fundadoras do Cineduc, Marialva Monteiro.

Todos esses projetos possuem muita afinidade com as ações desenvolvidas pela TV Anísio Teixeira. Assim, a troca de experiências e a possibilidade de estabelecer novas parcerias fazem desse Seminário um evento muito útil para a difusão e compartilhamento do trabalho da TV AT.



Adriana Fresquet, Marialva Monteiro e Andréa Mota - Foto:
Peterson Azevedo


O Seminário é uma das ações do Projeto de Formação e Qualificação - Cinema e Educação quem tem como objetivo fazer do cinema uma ferramenta para a produção do conhecimento de forma crítica, sensível e contextualizada. Além desse Seminário, ainda estão previstas oficinas de formação para professores das redes municipais e estadual da educação básica das cidades onde a UFRB possui campi.


terça-feira, 18 de março de 2014

Mais gravações do Gramofone



Banda Sambah Violoeta e equipe N5 - Foto: Geize Gonçalves

Por: Joalva Moraes


No último sábado (15), a TV Anísio Teixeira juntamente com a N5 Filmes empenharam-se para finalizar as gravações do clipe que tem como protagonista o professor Elton Prata, do Colégio Estadual Edson Tenório de Albuquerque, Paripe, para o quadro Gramofone. 



Professor Elton Prata - Foto: Geize Gonçalves

Tudo aconteceu no Estúdio Base, no bairro da Federação. Lá, os integrantes da banda Sambah Violeta, Elton Prata (percussão), Carlos Leal (violão), Wladi Paixão (percussão), Uka (baixo), e a vocalista Andréa Prata revesavam-se no estúdio, caprichando na performance. 



A vocalista Andréa Prata gravando - Foto: Geize Gonçalves


A música tema do clipe é "Uma resposta, sete verdades", composição de Carlos Leal. O Gramofone, do programa Intervalo, apresenta teaser com professores e estudantes da escola pública que sejam envolvidos com música. Nesta temporada, o primeiro realizado foi com o professor Carlos Barros e os demais com os estudantes que participaram do FACE 2012 (Festival Anual da Canção Estudantil).



Andréa Prata, Elton Prata, Uka, Carlos Leal gravando -
Foto: Geize Gonçalves

Confiram o vídeo com making of:





segunda-feira, 17 de março de 2014

O Curso de Interpretação está em Formosa do Rio Preto

Formosa do Rio Preto

Desde a primeira semana deste ano letivo, estudantes de duas escolas estaduais da cidade de Formosa do Rio Preto estão participando do Curso Intensivo de Interpretação para TV, uma iniciativa da Rede Anísio Teixeira / IAT / SEC.
Como o início do curso coincidiu com o da abertura do ano letivo, o professor Nildson B. Veloso apresentou às comunidades escolares locais as produções da Rede, a saber, o Professor Web, o Ambiente Educacional Web e a TV Anísio Teixeira.


Estudantes dos colégios N. Sra Aparecida e Isabel Araújo da Silva
com o professor Nildson B. Veloso


No colégio Nossa Senhora Aparecida, a apresentação ocorreu nos turnos vespertino e noturno, com a presença do contingente de cada período, enquanto que no colégio Isabel Cristina Araújo da Silva, a apresentação ocorreu de sala em sala. Durante esta segunda semana do curso - que se encerrará dia 22 do corrente, mais produtos da Rede serão apresentados.

A repercussão da primeira semana
O domingo na cidade foi agitado, com cavalgada pelas ruas e bingo beneficente em praça pública. Foi também caloroso o encontro, nas ruas, com estudantes que estão participando do curso, revelando a empatia do conteúdo com as aptidões desses jovens, numa cidade que tem vários sotaques e que é tão distante de todos os grandes centros. Para se ter uma ideia, a cidade está a 1.026 Km de Salvador, distância tão grande que faz com que parte da população revele um certo estado de despertencimento. 


No local em que estamos hospedados, as pessoas que ainda não conheciam a famosa "comida baiana" tiveram a oportunidade de experimentar um gizado regado a dendê com camarão seco (importados da Bahia!) que o professor Nildson (preparador de elenco e mestre Cooker) fez questão de preparar, em pleno domingo.
Assim, nos sentimos um tanto bandeirantes, levando um pouco de baianidade a quem só a conhece pela TV - que vem de outros estados -, ou de ouvir falar.

Aqui está parte do resultado do curso:



segunda-feira, 10 de março de 2014

Os Pankararé de Brejo do Burgo no Minha Escola, Meu Lugar


Escola anexa em Baixa do Chico - Foto: Peterson Azevedo

Por: Joalva Moraes


O último episódio do quadro Minha Escola, Meu Lugar,  temporada 2013, visitou uma escola Pankararé. A maioria desses indígenas vive no povoado de Brejo do Burgo, município de Glória, 446 Km de Salvador. Ainda, encontram-se 15 famílias Pankararé na localidade de Baixa do Chico, no Raso da Catarina. Muito preocupados em resgatar sua cultura, investindo na educação, os membros dessa etnia, mantém a Escola Estadual Ângelo Pereira Xavier e seu anexo, a Escola Saturnino Celestino de Barros, no Raso.


Cacique Afonso - Foto: Peterson Azevedo


Sob a liderança do Cacique Afonso e da pedagoga Patrícia Pankararé, essas unidades escolares atendem à clientela da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. O Diretor da Direc 10, professor Marcos Pires, também contribui com a gestão dessas escolas. A comunidade escolar atribui os avanços e conquistas na educação, em terras Pankararé, à estadualização de sua escola.


Professor Marcos Pires, diretor da Direc 10 - Foto: Peterson
Azevedo

Nas gravações, buscou-se mostrar um pouco do cotidiano dessas escolas, além de expressar a importância do processo educativo para a manutenção das manifestações culturais dessa população. Foram ouvidas lideranças, como a coordenadora pedagógica, Patrícia, o cacique Afonso, Dona Edésia, mãe de terreiro, o diretor da Direc 10 e os líderes comunitários de Baixa do Chico. Os trabalhos foram finalizados com o ritual do Toré.


Patrícia Pankararé, coordenadora pedagógica e incansável na
luta pela qualidade da educação indígena - Foto: Peterson
Azevedo


Ritual do Toré - Foto: Peterson Azevedo


 
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